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Incêndios: Igreja promove peditório nacional a 2 de julho
21.06.2017
A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) anunciou hoje que as dioceses católicas vão promover um peditório nacional, a 2 de julho, para ajudar as vítimas dos incêndios que atingiram o país nos últimos dias.


«Pedimos a todas as comunidades cristãs, e a quem deseje associar-se, que além de outras iniciativas solidárias dediquem a oração, o sufrágio e o ofertório do primeiro domingo de julho a esta finalidade», refere uma nota divulgada ao início da tarde pelo porta-voz do episcopado, padre Manuel Barbosa. O montante recolhido vai ser enviado para a Cáritas Portuguesa, «a fim de ser encaminhado, com brevidade, para aqueles que necessitam».

A Cáritas já tinha avançado com a abertura de uma conta solidária - 'Cáritas com Portugal abraça vítimas dos incêndios' - (PT50 0035 0001 00200000 730 54), na Caixa Geral de Depósitos.

Os bispos católicos manifestam o seu «reconhecimento e apoio» aos bombeiros, às organizações de socorro e aos «numerosos» voluntários que estão no terreno e desenvolvem «todos os esforços para salvar vidas, minorar danos e evitar a perda de pessoas e bens», mesmo à custa de «riscos pessoais».

O fogo que começou este sábado numa área florestal em Escalos Fundeiros, em Pedrógão Grande (Distrito de Leiria, Diocese de Coimbra), e se alastrou aos municípios vizinhos de Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos, provocou até ao momento 64 mortos; há também mais de 160 feridos a registar e 150 famílias desalojadas. «Nós, os bispos portugueses, acompanhamos com dor, preocupação solidária e oração a dramática situação dos incêndios, que provocaram numerosas vítimas e que estão a causar enorme devastação no país», refere a nota da CEP.

Os bispos católicos deixam uma palavra de proximidade com a «dor dos que choram os seus familiares e amigos que perderam a vida, pedindo a Deus que os acolha junto de si». «Neste momento, em cada uma das nossas Igrejas diocesanas, sentimo-nos próximos e comprometidos com a situação dramática dos que sofrem», observam os membros da CEP.

A nota sublinha a participação das comunidades cristãs, das Cáritas diocesanas, da Cáritas Portuguesa e de outras instituições eclesiais nos esforços de «acudir às vítimas, providenciar meios de primeira necessidade e colaborar no ressurgir da esperança, da solidariedade e do alento para reconstruir a vida, o alento e o futuro».

A Conferência Episcopal Portuguesa tinha denunciado a 27 abril o «flagelo» dos incêndios e pedia a toda a sociedade que se mobilize para contrariar uma «chaga» de «proporções quase incontroláveis». Na nota pastoral ‘Cuidar da casa comum – prevenir e evitar os incêndios’, o episcopado católico defendeu que Portugal «tem sido de tal modo assolado por incêndios que estes se tornaram um autêntico flagelo com proporções quase incontroláveis».

Hoje, a CEP reforçou a necessidade de «medidas mais preventivas, concretas e concertadas» sobre uma «calamidade» que atinge Portugal «todos os anos». O organismo episcopal está reunido em Fátima para as suas jornadas anuais de estudo e reflexão, em Assembleia Plenária Extraordinária.

Texto: Agência Ecclesia
Foto: Ricardo Perna


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